O legado de Maria da Hora

O legado de Maria da Hora

Em uma trajetória marcada pelo acolhimento, pela solidariedade e pelo compromisso com quem mais precisa, o Instituto Maria da Hora consolidou-se como uma das instituições sociais de referência no Ceará. Fundado em 17 de maio de 1971, o Instituto nasceu a partir do trabalho comunitário desenvolvido por Maria José Paiva da Hora, conhecida como Maria da Hora, que dedicou sua vida à transformação social.

A história começou antes mesmo da criação oficial da entidade. Ainda em 1956, Maria da Hora já desenvolvia ações sociais em Fortaleza, com atuação ligada ao atendimento de crianças. A organização, inicialmente conhecida como Associação Beneficente Cultural e Recreativa de Ipanema (ABCR de Ipanema), passou a se chamar Instituto Maria da Hora em 2012, como forma de homenagear a trajetória da fundadora e fortalecer a identidade construída junto à comunidade.

Com sede no bairro Henrique Jorge, em Fortaleza, o Instituto atua com uma equipe multidisciplinar para desenvolver projetos voltados à inclusão social, ao fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, à proteção de direitos e à promoção da cidadania.

Projetos que alcançam diferentes públicos

O trabalho realizado pelo Instituto atende públicos diversos, desde crianças na primeira infância até pessoas idosas, passando por famílias em situação de vulnerabilidade e pessoas em situação de rua.

Entre as iniciativas desenvolvidas está a Pousada Social, que oferece acolhimento noturno para pessoas em situação de rua e desabrigo, garantindo um espaço seguro de proteção e convivência.

Outro projeto é o Centro de Convivência para a População em Situação de Rua, que busca fortalecer vínculos sociais e ampliar o acesso a serviços de saúde, educação, qualificação profissional e outras políticas públicas.

Na área da infância, o Instituto mantém a Creche Integral Maria da Hora, voltada para crianças de 1 a 3 anos, com atividades que estimulam o desenvolvimento social, cognitivo, físico e emocional.

Também fazem parte das ações projetos como o Senhoras da Hora, voltado para pessoas idosas, com atividades culturais e de convivência; o ABC Mondubim, com ações para crianças e adolescentes; programas de qualificação profissional; acolhimentos institucionais; iniciativas esportivas; e ações de segurança alimentar.

O Instituto também participa do projeto Sesc Ativo, desenvolvido em parceria com o Serviço Social do Comércio, oferecendo atividades esportivas como futsal, muay thai e capoeira para crianças e adolescentes.

Uma história construída pelo cuidado

Maria José Paiva da Hora carregava dentro de si a vontade de ajudar o próximo. Foto: Instituto Maria da Hora/Divulgação

O legado de Maria da Hora permanece presente na atuação diária da instituição, que busca transformar realidades por meio de ações preventivas, educativas, culturais, esportivas e sociais.

“A história do Instituto tem muito a ver com a história da minha mãe. Ela veio do município de Caridade, no Ceará. Saiu de lá ainda muito nova, fugindo da fome e da seca. Veio para o bairro Henrique Jorge, que, na época, se chamava Sítio Ipanema. Quando chegou aqui, começou a colocar em prática aquilo que já fazia parte dela: essa vocação para ajudar e liderar, embora ainda não soubesse que era uma líder. No município onde morava, mesmo sem muita instrução, ela era professora. Quando chegou aqui, como uma mulher que não parava, começou a enxergar as necessidades que existiam e a se movimentar”, destaca Maria da Glória, vice-presidente do instituto. 

A cada atendimento, oficina, acolhimento ou atividade realizada, o Instituto reforça a importância do cuidado coletivo e da criação de oportunidades para pessoas em diferentes situações de vulnerabilidade.

Para quem é atendido pela instituição, o impacto aparece nas pequenas e grandes mudanças do cotidiano.

Com 55 anos de atuação, o Instituto Maria da Hora segue levando adiante uma missão iniciada por sua fundadora: construir caminhos de dignidade, inclusão e transformação social no Ceará.

O legado de Maria da Hora se fez e continua presente na vida de dezenas de colaboradores que fizeram e fazem parte da instituição. Pessoas como Francisca Mendes, uma das primeiras funcionárias do Instituto.

“A porta que se abriu para mim foi por causa dela. Foi ela quem me chamou para trabalhar aqui. Cheguei com uma criança pequena, procurando emprego, e prontamente ela me deu uma oportunidade e me levou para a escola. Entrei para trabalhar na lavanderia e fiquei. Foi graças a essa grande oportunidade que consegui criar a minha família.”

CONTATO E DOAÇOES

O legado de Maria da Hora

(85) 3045-6955
www.institutomariadahora.org.br

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